domingo, 22 de março de 2009

O HOMEM E AS VIAGENS



ANTES DE LER.
ANDRÉ GOSTA DISSO:

PARA OUVIR: EGBERTO GISMONTI - PALHACO
Para ouvir: Lost horizon - Shawn Phillips
PARA ASSISTIR: O PODER DO MITO - CAMPBELL
Para assistir: FILME Horizonte perdido
PARE LER: THE HERO OF THOUSAND FACES - CAMPBELL




Drummond ou Crocodilo Dundee

Dia 11 de marco conhecí uma paraense de nome Antônia. Conversamos até sobre o Calipso. rsrs. É espetacular poder criar vinculos com pessoas ótimas em tão pouco tempo, conversamos muito sobrejornadas e ela me contou as suas que não foram poucas, uma pessoa com uma bagagem cultural esplêndida, ela me mostrou um poema que representava como que ela sentia após o que conheceu e esses anos fora de casa.

Me encantei com o poema e queria compartilhar com as pessoas mais esta descoberta. Sinto a mesma coisa, nesta fase inicial, percebo que a cada dia melhora a sintonia aqui e aumenta a sensibilidade com as questões internas... O nome do poema é :


O Homem; As Viagens

O homem, bicho da terra tão pequeno

Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.

Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto — é isto?
Idem
Idem
Idem.

O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.


Será que temos mesmo que ir tão longes para voltarmos a atenção para dentro de sí e somente então descobrir que os maiores segredos estao escondidos onde jamais pensaríamos em procurar,na câmara secreta do nosso coração.


Será que é um padrão? Realizar uma jornada, como o herói de mil faces de campbell para só então conhecer a nós mesmos???

Quem sabe?

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