quinta-feira, 19 de março de 2009

Aos pés do mestre


ANTES DE LER:

ANDRÉ GOSTA DISSO:
PARA OUVIR: céu azul - Tomaz lima



Estava na sociedade teosófica, vendo um documentário do Krishnamurti e ele comentava que devemos quebrar o padrão de pensamento criar uma nova conexão com o universo e eliminar o sentido automático de ficar preenchendo a mente com pensamentos. Se ficar pensando o tempo todo resolvesse os problemas do mundo, o homem em seu ciclo atual não teria mais dificuldades, mas pelo contrario, pensamos e não resolvemos nada, só pensamos.......

O que fazer para quebrar esse padrão há muito arraigado em nosso ser? Já acreditei em meditação, em cura prânica, em filosofia, em chacras, em equilibrio energético, passei por lugares onde conheci teorias e pessoas. Analisando agora não tenho ainda uma receita de qual a melhor forma de modificar esse padrão, mas já vislumbrei uma boa resposta vindo do mesmo autor, em seu livro "aos pés do mestre"

" Ha coisas maiores do que esta, coisas reais e duradouras, quando as tiveres visto uma vez, não mais desejaras as outras"

Ele tem razão, creio ser preciso um insight destes para conseguir deixar de lado as coisas perecíveis, a euforia, e as ilusões de Maya.



FRASES DE J. Krishnamurti

Não há nada que conduza à verdade. Temos que navegar por mares sem roteiros para encontrá-la.)

XXX

A inteligência não está buscando segurança. Ela não tem segurança. A idéia de segurança não existe na inteligência. Ela por si mesma é segura, e não "busca segurança".

A inteligência tem harmonia em si mesma.

A inteligência usa o pensamento.

A mente ou organismo, o pensamento, o cérebro com todas as suas memórias, experiências e tudo isso, que é tudo do tempo. E a mente diz "Posso chegar a isso?". Ela não pode. Então eu digo a mim mesmo "Como ela não pode, ficarei quieto".

Então a inteligência é necessária. Sem ela, o pensamento não tem significado, de todo.

Então o pensamento realmente criou um mundo de ilusão, miasma, confusão, e pôs a inteligência de lado.

Então o pensamento é mensurável; a inteligência não. E como acontece de essa inteligência vir a existir? Se o pensamento não possui relação com a inteligência, então, é a cessação do pensamento o despertar da inteligência? Ou o que ocorre é que a inteligência, sendo independente do pensamento, e não sendo do tempo, existiu sempre?

Então o pensamento é um ponteiro. O conteúdo é a inteligência.

Então o que é a fonte? Ela pode sequer ser nomeada? Por exemplo, o sentimento religioso dos judeus é que isso é inominável: você não nomeia, não pode falar a respeito, não pode tocar. Pode-se apenas olhar. E os hindus e outros dizem a mesma coisa de um modo diferente. Os cristãos iludiram a si mesmos pela palavra Jesus, essa imagem, eles nunca foram à fonte disso.

Então, como ser humano, eu ficaria preocupado apenas com essa questão central. Eu sei o quão confusa, contraditória, desarmoniosa a vida está. É possível modificar isso de modo que a inteligência possa funcionar em minha vida, de modo que eu possa viver sem desarmonia, de modo que o ponteiro, a direção seja guiada pela inteligência? Esse talvez seja o porquê de as pessoas religiosas, em vez de utilizarem a palavra inteligência, terem utilizado a palavra Deus.

Essa questão surgiu e eles dizem "Tudo bem, então eu devo controlar o pensamento, subjugar o pensamento e devo tornar minha mente quieta de modo que ela se torne inteira, então eu poderei ver as partes, todos os fragmentos, então eu tocarei a fonte.". Mas isso ainda é a operação do pensamento.

Esse é o ponto. Pensamento, matéria e inteligência, têm eles uma fonte comum? (longa pausa) Acho que têm.

Eu acho que isso é o que realmente ocorre. Quando você estava falando comigo - eu estive percebendo - eu não estava escutando muito suas palavras. Eu estava escutando você. Eu estava aberto a você, não a suas palavras, o que você explicou e etc. Eu disse a mim mesmo, tudo bem, abandone tudo isso, eu estou ouvindo você, não as palavras que você usa, mas o significado, a qualidade interior do seu sentimento que você queria me comunicar.

Eu aprenderei como estar quieto; aprenderei como meditar com o objetivo de ficar quieto. Eu vejo a importância de se ter uma mente que seja livre do tempo, livre do mecanismo do pensamento, eu a controlarei, a subjugarei, expulsarei o pensamento. Mas isto ainda é operação do pensamento. Isso está muito claro. Então o que ela deve fazer? Porque um ser humano vive nessa desarmonia, ele deve questionar isso. E isso é o que estamos fazendo. Como começamos a questionar isso, ou no questionar, chegamos a essa fonte. É ela uma percepção, um insight, e esse insight não tem nada, coisa alguma a ver com o pensamento? É o insight o resultado do pensamento? A conclusão de um insight é pensamento, mas o insight propriamente não é pensamento. Assim, eu obtive uma chave para isso. Então o que é insight? Posso convidá-lo, cultivá-lo?

Isso é afeição, isso é amor. Quando você fala à minha consciência desperta, ela é dura, esperta, sutil, aguda. E você a penetra, penetra-a com seu ver, com sua afeição, com todo o sentimento que tem. Isso opera, nada mais.






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